Úlceras venosas e arteriais
As úlceras são formadas por uma série de feridas que atrapalham o funcionamento de determinada parte do corpo. Elas são mais conhecidas por afetar o sistema digestivo e dificultar a ingestão de alimentos. Porém, também podem se formar em outras áreas, como é o caso das úlceras venosas e arteriais.
Como exemplo, pode-se citar a lesão fruto da insuficiência venosa, que ocorre, frequentemente, nas pernas e no tornozelo, e leva ao acúmulo de sangue e rompimento das veias. Daí surgem as feridas que doem e não cicatrizam.
Esse tipo de úlcera é comum em pessoas idosas ou que possuem problemas de circulação. Quando afetadas, elas podem sentir grande desconforto e incapacidade, levando a uma pior qualidade de vida.
A identificação dessa condição é feita por meio de sinais como inchaço, edema, descamação, sensação de peso nas pernas, coceira e varizes. Caso a doença avance, pode ocorrer, também, saída de líquido amarelo da área lesionada.
O tratamento deve ser feito, obrigatoriamente, com recomendação e acompanhamento médico. O objetivo, nesse caso, é impedir o aparecimento de novas feridas, bem como aliviar a dor e diminuir infecções. É claro que também melhorará a circulação, a cicatrização e, por consequência, trará alívio.
A terapia compressiva é uma das opções de tratamento. Ela ocorre com o uso de meias compressivas para estimular a micro e macrocirculação sanguínea. O uso dessas meias deve ser prescrito pelo médico vascular. Até mesmo porque existem outros fatores que precisam ser avaliados para decidir o tipo de meia e outros cuidados. E somente um especialista pode fazer essa avaliação.
Já a úlcera arterial, é bem semelhante à anterior em relação aos sintomas. A diferença é que ocorre nas artérias e surge devido à falta de sangue arterial nas pernas. Outra distinção é o formato da ferida, que é arredondado e aumenta progressivamente de tamanho. Ao invés da pele em torno da úlcera ficar vermelha e inchada como na venosa, aqui, ela fica fria e seca ao redor da lesão.
Esse tipo de úlcera também tem um tratamento mais complicado por conta da falta de sangue e, por isso, ele deve ser feito por um profissional de saúde. Para entender como é feito o tratamento e, se necessário, até a cirurgia, procure um médico vascular e faça uma avaliação.